ponto de vista

sonoridades

arquivo »

vídeos e fotos

  • jornais A
  • Jornais B
  • Jornais C
  • Jornais D

um vôo de vida nova

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta.O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, “renascida”, sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.
Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo vôo para uma nova vida.
Um vôo de vida nova e feliz.

 

“registro como estou aos 50″



Ela passou por vários e graves problemas de saúde. Têm cicatrizes de diversas cirurgias. Mantém rigoroso controle da saúde.  Aos 50 com imensa vontade de viver e uma elevada dose de ousadia.

Autoria wu/janeiro de 2014
All rights reserved
Todos os direitos reservados

um bom fim de semana

O meu sábado foi ótimo. Principalmente a parte da manhã. Estive em uma mesa com jornalistas da nova (ex-alunos) e velha geração. Em um café do Bom Fim (POA), que gosto muito e que fazia algum tempo que não freqüentava. Meu joelho está melhorando, quase bom. Foram muitos os assuntos. Mas, também, vi uma pessoa que há muito tempo não via. De relance. Mas tudo indica que ela está muito bem. De namorado novo. Certamente, deve estar feliz, pois que se viu livre, definitivamente, da história anterior e que foi péssima. Pelo que sei para ambos os lados. Juro fiquei feliz. Gosto quando encontro pessoas próximas de bem com a vida. De um modo geral, buscamos e merecemos a felicidade. A vida é um instante. Sou muito amigo do ex dela. Acompanhei bem de perto toda a história. Ele já tinha me dito que sabia dos novos caminhos dela, dizendo que achava ótimo, pois que tinha se livrado de uma rara (se não única) história, em sua vida, que gostaria que não tivesse acontecido. Da qual tem profundo arrependimento por não ter se dado conta do que iria acontecer. Ainda segundo ele, uma espécie de mancha em seu passado afetivo e que todos os vestígios já tinham sido deletados ou jogados no lixo. Fez, sempre, questão de dizer, agora faz tempo que não o encontro, que não tem quaisquer mágoas ou ressentimentos, querendo preservar, apenas, o máximo de distância. Esta história tem estreita relação com alguns textos que publiquei no BlogPontodevista sob a forma de relatos. Da última vez que nos vimos guardei o ar de felicidade dele ao dizer que estava livre. E que,  sem ansiedade, estava pronto para uma verdadeira história de amor. Ela parece que já encontrou. Que seja feliz. Por sinal,  todo o final de semana foi bom.

meu umbigo, minha vida

Meu umbigo, minha vida. Este é um texto construído a partir do relato da experiência de um amigo. Procurei ser o mais fiel possível às suas observações, todas realizadas após terminar uma relação de namoro. Relato feito algum tempo depois de passar a tempestade. Sem ressentimentos ou mágoas. Com o humor leve por estar livre. Evitei relatar histórias (fatos) que serviram de base para tais conclusões. Cada afirmativa dele era seguida ou antecedida pelo relato de um ou mais episódios. Segundo ele existem pessoas tão egocêntricas que são incapazes de perceberem algumas das oportunidades que se colocam diante delas ao longo da vida. Ou se decidem por opções marcadas por uma certa pobreza de espírito. Desperdiçam, perdem o “time” de avançarem em direção a um outro patamar de entendimento da própria vida, das relações, tanto em um sentido mais amplo como mais restrito, inclusive e principalmente no plano da afetividade. Não são capazes de um outro tipo de apreensão do mundo. O respectivo umbigo dita o ritmo e o “olhar”. Por serem o centro do universo fazem do outro um objeto pelo qual não tem nenhum respeito, tanto no plano privado como público. Adoram as manifestações públicas de poder e que de alguma forma humilhem o parceiro. São pessoas de baixíssima auto-estima; e que, por isso mesmo, elevam um pouco a sua destruindo, sistematicamente, a do outro. Pessoas infelizes que não possuem boas histórias para contar, até mesmo pelo fato de que tornam quem se aproxima, infeliz. Minha vida, meu umbigo. Não conseguem construir e viver grandes amores. São pessoas atormentadas. Constroem relações de alta carga de neura. São “feiques” ao ponto de se tornarem fascinantes, inteligentes, sociáveis e amorosas. São falsamente possessivas e até ciumentas. Principalmente quando o parceiro que, vive o mundo real, deixa por alguns segundos de mirar o umbigo, dela. Leva um tempo para que a nossa ficha caia. E, às vezes não cai e a pessoa pena uma vida inteira. Ou fica enredada em um vai-e-vem, torturante. Vivendo por tempos na esperança de que a pessoa olhe para frente. Para quem está a seu lado. São pragmáticas que, oportunisticamente, aliam este interesse “amoroso” (desrespeitoso) à solução material de suas respectivas vidas. Uma certa e falsa docilidade está intimamente associada ao grau de submissão do parceiro aos seus interesses. Aproveitam-se da fragilidade momentânea e eventual do outro. Ou optam por alguém realmente já frágil e nada resolvido, igualmente um depressivo. Se este panorama estiver então associado a um quadro, hoje, denominado de bipolar o cara está roubado. Entrou numa fria. Enquanto estiver apaixonado acha até engraçado e lúdico uma certa passionalidade. Mesmo quando desrespeitosa. Quebra a rotina. Mas tendo uma certa sacada a paixão passa bem ligeiro. E até, segundo ele, a chave de boceta perde a força. Vira uma chavinha. Este amigo que tem uma certa qualificação intelectual e profissional, uma determinada história, em nenhum momento, procurou se colocar acima desta pessoa durante todo o relato. Assinalou, por diversas vezes, que tinha jogado todas as fichas na ideia de construir uma relação duradoura e definitiva, disposto a conviver com alguns dos eventuais defeitos dela e a fazer concessões. Ele tem uma certa idade e bagagem afetiva e existencial. Ainda segundo ele foi uma importante experiência. Concluiu dizendo que saiu fortalecido para a próxima história e não nega que, redobradamente, desconfiado.

(Reproduzi com o máximo de fidelidade as conclusões tiradas por este amigo e, propositadamente, omiti o relato de uma dezena de episódios, que ainda segundo ele, embasariam estas mesmas conclusões. Fui apenas o veículo.)