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zerolandia é uma enganação

 Esta  é a capa da edição de hoje de Zerolândia – jornal Zero Hora do RS.  Ótimo que estão reduzidas as fugas do semiaberto. Ótimo que a criança de dois anos foi salva. Mas, nos dois casos,  por um critério JORNALÍSTICO valeria , no caso das fugas, uma pequena nota interna e uma chamada de capa; e , no episódio da criança salva, no máximo, uma foto-legenda.  Essa capa é uma preciosidade, exemplar, da pobreza deste tipo de showrnalismo. O problema que se depara um jornal moderno, pressionado pela necessidade de se manter como um negócio lucrativo, é o de conquistar o interesse do homem comum – e, por interesse,  não estamos nos referindo naturalmente à sua mera atenção passiva, mas à sua ativa cooperação emocional. Se um jornal não consegue inflamar  seus sentimentos é melhor desistir de vez, porque estes sentimentos são a parte essencial do leitor e é deles  que este draga  as suas obscuras lealdades e aversões. BEM,  E COMO ATIÇAR OS SEUS SENTIMENTOS?  No fundo é bastante simples. Primeiro, amedronte-o – e depois tranquilize-o. Faca-o assustar com um bicho-papão e corra para salvá-lo, usando um cassetete de jornal para matar o mostro.  Ou seja, primeiro engane-o – e depois engane-o de novo.  ZEROLÂNDIA É UMA ENGANAÇÃO!!! Continuo sob censura. Ação movida por um funcionário do PRBS com 35 anos de experiência quadrilheira!!! Ganhamos a ação, em todas as instâncias, na esfera criminal. Corre ainda uma ação cível.  Esta capa, como um todo, impõem uma determinada subjetividade. “Fugas do semiaberto”  é um release da Secretaria de Segurança.  RP para quem não sabe é relações públicas. Essa porra não é JORNALISMO!

WU no facebook em http://www.facebook.com/wladymir.ungaretti1

censura

Na edição de hoje (07.11.2011), de Zerolândia,  foi publicada uma matéria-rp da Brigada Militar que estamos impedidos de comentar. Mesmo considerando que, no processo criminal, em todas as instâncias tenhamos obtido uma  absolvição. A resolução favorável a Pontodevista destaca que nenhuma das críticas, bem como o uso de apelidos, todos amplamente conhecidos na categoria, teve qualquer sentido criminoso. Na esfera cível ainda corre um processo. Enquanto não sair uma decisão estou submetido a uma luta diária de 150 reais caso disponibilize, na rede, antigas e novas críticas a profissionais de ZH. A rede de conivências corporativas – graças aos bons deuses – não se manifestou a nosso  favor. O apoio deste pessoal me colocaria sob suspeita. O que importa mesmo é que nossos objetivos foram alcançados. A ARI (Associação Riograndense de Imprensa), por exemplo, deverá  criar em breve um Prêmio ARI-gó para fotos de buraco e de assessoria-rp dos aparelhos repressivos do Estado.

não diga: “eu a vi fodida pelos dois buracos.”

diga: ” é uma eclética.”

“Nunca diga a um homem  da sociedade: ‘devo chupar seu pau?’ São as meninas da rua que se exprimem assim. Diga bem baixinho, e ao pé do ouvido; ‘o senhor quer a minha boca?” AQUI MAIS UMA PÁGINA da antiga revista eletrônica Pontodevista, com o desenho original.
NO BAILE – ” Regra sem exceções: nunca segure a pica de um dançarino que ainda não entesa por você. Uma rápida olhadela para a calça dele evitará a gafe.”
Página 18 do livro “Tratado de Ateologia”, de Michel Onfray. Editora Martins Fontes.