ponto de vista

sonoridades

arquivo »

vídeos e fotos

  • jornais A
  • Jornais B
  • Jornais C
  • Jornais D

cascata é cascata

RECEBI RELATOS E FOTOS DE UM AMIGO, PROFESSOR, APÓS ESTE LER O RESULTADO DA MINHA ABSOLVIÇÃO, EM NÍVEL DE RECURSO, NOS PROCESSOS MOVIDOS POR FOTONALDO (NÃO FUI RESPONSABILIZADO PELA CRIAÇÃO E USO DO APELIDO), TAMBÉM CONHECIDO POR RONALDO BERNARDI.

“Meu diário registra também a chegada da imprensa, mais ou menos no mesmo horário em que conversava com Nelson. Pelo que escrevi, repórteres do SBT, da Record/Correio do Povo e da RBS TV/Zero Hora chegaram ao cemitério juntos, iniciando os trabalhos de entrevista, filmagens e fotografias. De pronto, a atitude de dois fotógrafos chamou minha atenção. A primeira, sem identificação, sacava fotos aleatoriamente, sempre buscando personagens solitários ao redor do túmulo de Teixeirinha. Já o segundo, que ostentava um crachá do Grupo RBS, apenas observava. Este segundo – que depois eu identificaria como sendo o fotógrafo Ronaldo Bernardi – tomou uma atitude inesperada quando, por volta de 11h10, pediu que todos os presentes ao redor do túmulo se afastassem, para que ele fotografasse a lápide. Obedecendo ao pedido do fotógrafo, os fãs saíram de perto do túmulo. Foi aí que Bernardi – que havia trocado algumas palavras com Nelson Pacheco minutos antes – fez um gesto para que este senhor se aproximasse da estátua de Teixeirinha, simulando a entrega de flores em homenagem ao artista. O fotógrafo registrou o momento e, depois, ainda pediu que Nelson fizesse gestos de reverência à estátua de Teixeirinha – como se estivesse rezando para o cantor.
 Depois de obtidas as fotos, Bernardi e seus colegas de imprensa foram embora. Ao ver a cena das fotos forjadas, que desprezavam as mais de vinte pessoas “à paisana” que circulavam pelo corredor central do Cemitério da Santa Casa, senti que acabara de dar um passo decisivo para comprovar uma de minhas hipóteses mais difíceis. A certeza disso, no entanto, só se deu quando cheguei em casa e acessei o sítio do jornal Zero Hora. Ao me deparar com a notícia “Gaúchos prestam homenagens no Dia de Finados” (capa do portal naquele momento), vi uma das fotos de Bernardi estampando a matéria (que apareceria também na edição impressa de segunda, dia 3 de novembro de 2008, de ZH).

A legenda da foto terminava por comprovar – per si – o que eu já havia sugerido: o grupo RBS ajudava a forjar o novo “mito” gauchesco ao redor de Teixeirinha e, de quebra, ainda atribuía ao artista uma aura espiritual que não fora constatada em momento algum durante minha estada no Cemitério: “No Cemitério da Santa Casa, o maior movimento foi registrado no túmulo de Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha. Pilchados, os fãs rezavam sob a lápide coberta de flores do cantor morto em 1985 – Foto: Ronaldo Bernardi”.

relato e fotos do professor autor de
“Canta meu povo: uma interpretação história sobre a produção musical de Teixeirinha (1959-1985)” — prof. Chico Cougo

NÃO TENHO nenhum INTERESSE EM CRUCIFICAR O CARA, MAS RECEBI ESTE E OUTROS RELATOS, SENDO QUE ALGUNS DOCUMENTADOS POR FOTOS.