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o filme da minha geração

Não deixe de ver: http://www.youtube.com/watch?v=V2kX_Ln4ats&feature=share Este é o filme da minha geração. E aí veio a escuridão do golpe de 64. Desta obra prima estas são as cenas marcantes.
 
Tenho a impressão que passei, depois da morte dele em 81, a colecionar tudo que era publicado. Aliás, a quantidade de material sobre cinema que venho guardando ao longo dos últimos 40 anos é uma coisa incrível. E aí me dou conta  o quanto fui fascinado por cinema. Perdi o hábito de ver quase tudo, em grande parte, quando acabaram os “cinemas das calçadas” e não adquiri (felizmente) o hábito de viver dentro dos “shoppings”.  Só agora, muito recentemente, comecei a me impor algumas idas ao cinema.

o álcool como único viático

Mendigo e vagabundo, é o que aparece aos olhos daqueles que recusaram o combate contra esses deuses para se entregarem de corpo e alma eximindo-se de toda a luta. Sujos, hirsutos, fedorentos, vestidos de farrapos, amarrados como embrulhos, protegidos por artefatos que são também uma colagem de dejetos, os mendigos aumentam freqüentemente sua claudicação pelo uso do álcool como único viático, único revigorante permitido para atravessar as provas do frio, da fome , da noite, da solidão, do abandono e do isolamento. O vinho ruim dá ao corpo algo com que se sustentar e se aquecer quando tudo em volta se torna hotil. – de Michel Onfray , no livro A Política do Rebelde -







eros e tecnologia

Uma grande matéria com Jorge Mautner,  da Revista Zh, de 17.11.1974. Dos tempos que Zero Hora ainda não era Zerolândia.
Uma página central com muito texto e esta foto na lateral direita, ocupando toda a página. Do tempo que jornal era para se lido e não rapidamente olhado.
Na Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) realizei com uma turma que faz o jornal laboratório 3×4 uma edição com temas alternativos. A entrevista central foi com Luiz Carlos Maciel.  No jornal Pasquim, ele tinha uma página para escrever sobre o que acontecia na área da contracultura.
Não sei se são todos os livros dele. Estes eu li. Foram importantes na minha formação. Maciel é um JORNALISTA das antigas com um dos melhores textos da sua geração. E tinha muita gente de primeiro time nesse geração. O livro “Quatro estações” é um balanço da contracultura desdes os anos 40. Prefácio de João Ubaldo Ribeiro é uma bela leitura, tanto para o pessoal que viveu intensamente os anos 60/70 como para as novas gerações.

ATENÇÃO – As imagens no lado esquerdo são dos escritores Burroughs, Salinger, Orwell e Steinbeck.

ar, água e espaço

Revista Veja, janeiro de 1972, em plena ditadura, quando a leitura era obrigatória. Nas páginas amarelas, as que abriam a edição, a revista publicava, sempre, uma grande entrevista. Primeira pergunta do repórter a Lévi=Strauss: “Sr. Lévi-Strauss, corre a seu respeito que o senhor encontrou refúgio, com suas pesquisas sobre povos primitivo, num mundo sadio e que o senhor prevê, paras as sociedades modernas, uma espécie de crepúsculo dos deuses. o sr. é pessimista com relação do futuro do homem e da sua cultura?”
LÉVI-STRAUSS –  Não tenho medo de confessar, logo de princípio, que sou muito pessimista. Se me dediquei ao estudo de sociedades exóticas, que se diferenciam ao máximo da nossa, foi porque não sinto a mínima atração pelo século que nasci. De fato, não estou muito otimista em relação do ao futuro da humanidade que se reproduz tão rapidamente, que constitui uma ameaça para a sua própria sobrevivência, antes mesmos que lhe comecem a faltar os elementos essenciais como o ar , a água e o espaço”.