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intraduzível

“A ideia de que escrevo para todos não é apenas megalomaníaca, mas também sintoma de uma falsa consciência política. Ao alcance de que escreve, e estão apenas os receptores com quem ele compartilha canais de transmissão por meio de seus textos. Por isso, ele não escreve diretamente ao seu receptor, ele escreve muito mais a seu mediador. ” ( do livro “A escrita – há futuro para a escrita?  de Vilém Flusser, editora Annablume)

Quero ficar, cada vez mais, um ser intraduzível.

inimagináveis artefatos

“Os equipamentos que permitem estas visibilidades e registros, na forma de câmeras fotográficas, navegam pelos mundos de pixels e símbolos, criando imagens digitais e tornando ainda mais flexíveis suas possibilidades de utilização. Os equipamentos fotográficos associam-se a outros equipamentos, como telefones celulares, canetas e outros tantos quase inimagináveis artefatos  que parecem ganhar vida das telas de cinema, pressionando para a própria redefinição do que pode ser considerado uma fotografia.” ( Sobre piscologia e fotografia, de Jaqueline Tittoni)

#### Apenas acentuei o contraste. São imagens produzidas, no automático, em uma câmera Lumix (panasonic), lente leica, tendo ocorrido algum “erro” de leitura. Em vez de “deletar” tenho arquivado. Na atualidade quase não ocorre estes “erros” por estar fotografando sempre no manual, com outro equipamento.  Cliquem na imagem. E não deixem de Ler AQUI O INTERESSANTE E ESCLARECEDOR TEXTO, quem é mesmo David Coimbra? , de autoria de Vandré La Cruz.

o mesmo e um outro

Este foi escrito em janeiro deste ano. Inspirado e dedicado a uma mulher. Daqui uns tempos terei coragem para mostrar desenhos feitos para cada haikai, na técnica de sumiê, em papel de arroz e traços feitos com carvão de gergelin. Sem nenhum domínio técnico apurado. Tenho feito tentativas para que descubram o quanto sou muitos. Por algumas pessoas, em especial, e próximas. Não quero ser pauta de porra nenhuma. Nem tão pouco publicar ou expor. Sou, sempre, o mesmo e um outro. No momento, parcialmente, paralisado pela falta do escritório. Estou procurando a pasta com estes desenhos. Tenho, sempre, uma imensa dificuldade em escrever, fotografar, desenhar e de desenvolver atividades ditas “intelectuais”. Sempre fui um grande leitor e continuo sendo. Alterno com períodos de “ruminação” e de derivas rueiras. Desde os tempos em que, com nove anos, ganhei a coleção completa de Monteiro Lobato. E, no entanto, são as minhas atividades diárias e preferidas. As únicas que continuam me mobilizando. Talvez ainda venha ter alguma chance. Caminhando em uma nova direção. Minhas vontades continuam mobilizadas.

das procuras

Nenhum sentimento ruim a estas alturas. Nunca me esforcei tanto, como nos tempos atuais, para ser acima de tudo uma pessoa de bons sentimentos. E, por isso mesmo, sempre pronto para novos combates. Sou um incansável leitor de Musashi. Sempre um esforçado aprendiz. Tenho um caderno com uns 500 haikais, escritos em diferentes momentos da minha vida, mas só agora começo a arriscar, mostrando alguns deles. Revolvi, nos últimos dias, abrir algumas destas escrituras que denomino de futurizantes. O bem acima é antigo. E o outro é bem recente.