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Desejo a todos

Desejo a todos os lutadores desse país que estiveram comigo, nesses espaços guerrilheiros da Internet, no correr deste ano, um grande 2011. Obtivemos algumas importantes vitórias. Saí inteiro de uma grave acidente de moto. Breve estarei voltando às derivas estradeiras. Em velocidade menor, é claro. Existem todos os indicativos de que terei um ano cercado de muito carinho. Estou readquirindo uma força interior, aos 62 anos, que me faz dizer pela milésima vez que não tenho nada a reclamar da vida. A foto é do Mercado Público de Porto Alegre. Nos últimos dias, a minha rotina diária de trabalho está toda fora de esquadro, o que traz intensos momentos de felicidade, mas que se reflete no trabalho que realizo nas primeiras horas da manhã. Estou por isso mesmo realizando postagens mais curtas, mas em seguida reordeno tudo, embora saiba que por um bom tempo estarei fora das rotinas. A vida é para ser vivida em radicais sentimentalidades. Uma boa passagem de ano a todos.

censura

Lembro a todos que continuo sob censura. Obtive uma importante vitória, em primeira instância, na esfera criminal com a absolvição da revista eletrônica Pontodevista, com a Justiça reconhecendo que não cometi nenhum crime ao usar um apelido que não foi criado por mim, assim como reconhecendo o meu direito de exercer a crítica ao que considero um dos piores jornalismo deste país. Restam agora o julgamento das ações no Cível, movidas por um funcionário com 35 anos de PRBS/Zerolândia. Estou submetido, ainda, a uma multa diária de 150 reais caso descumpra as determinações da Justiça. O cara é uma cria a RBS e do jornal Zero Hora. Não existe meia censura. Ou posso comentar tudo ou não comento porra nenhuma.

sou gauche

“A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. sempre que haja censura, ele deve ser denunciada”.  (de Julian Assange, do WikiKeaks)

a foto

Nunca cometi uma desonestidade no exercício do jornalismo. Na minha trajetória que, efetivamente, na grande imprensa começa em 1972  quando saio da cadeia, pode ser apontado vários erros. Mas, subversivamente, procurei sempre ser fiel à verdade factual e sempre tive um lado. Sou gauche.  Fotografo a cidade de Porto Alegre desde 1972 quando comprei minha Pentax SP 1000 na antiga casa cambial. Nunca me passou pela cabeça praticar algum tipo de fotocampa e muito menos uma cascata.  A revista eletrônica Pontodevista está fora da rede por uma ação de censura. Ação movida por um funcionário com 35 anos de RBS.

A minha rotina de trabalho nas primeiras horas da manhã foi alterada em função de uma história que estava esperando. Que uma dia ia acabar acontecendo. Estou feliz e tudo indica que terei um belo 2011.

jornaleco da av. ipiranga

ESTADÃO – Sobre a liberdade de informação na América Latina, qual a avaliação do sr? É algo que o preocupa ou não mais do em outras regiões?
JULIAN ASSANGE (WikiLeaKs) –  Há boas leis e proteções institucionais em vários países latino-americanos. Mas a questão é se essas leis estão sendo seguidas na prática. A Associação entre Estados (e seus poderes judiários e empresas pode permitir a censura na prática. Entendo que há um grande escândalo em relação do Blog Falha de S. Paulo, que é uma sátira no nome do jornal com o qual temos parceria no Brasil (a empresa que edita o jornal Folha de S. Paulo obteve liminar para tirar o blog do ar, sob o argumento de que ele viola a logomarca). Entendo a importância de proteger a marca e temos sites similares que serpassam por WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. sempre que haja censura, ele deve ser denunciada.”
(entrevista do Estadão, edição de quinta-feira, 23.12.2010), página A14)

O site Pontodevista está fora da rede pela impossibilidade de realizar a “limpeza” do material censurado. O trabalho de sete anos, conteúdo utilizado como material didático no ensino de jornalismo na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), está sob censura por determinação da Justiça, em função de uma ação movida por um funcionário do PRBS/Zerolândia (RBS/jornal Zero Hora). O cara tem 35 anos de firma e nunca foi testado em outro emprego. É cria da firma. Na esfera criminal, em primeira instãncia fui absolvido, mas a proibição continua valendo (em função das ações no Cível), sendo que estamos sujeitos a uma multa diária de 150 reais em caso de descumprimento. Não existe meia censura. Ou eu posso comentar qualquer coisa do conteúdo do jorneleco da Av. Ipiranga ou não cometo porra nenhuma. Reafirmo: independentemente do resultado – favorável ou não a Pontodevista, nossos objetivos já foram alcançados. Profissionais da “cascata” estão mais vigiados ou na geladeira. Não significa muito diante do brutal poder da mídia corporativa. Estamos operado apenas com o Blogpontodevista, o Facebook e o Twitter. Sendo que já consultei meu advogado e a medida não me impede de dizer o que penso no “face” e de “tuitar”.  Não tenho mais interesse. Na edição de hoje 29.12.2010, de Zerolândia, existem páginas sobre as quais não posso exercer meu direito de critica.  E teríamos o que dizer, caso este ainda fosse o centro de nosso trabalho. Um dia a gente vai conseguir implodir com eles. Tenho certeza disso.

A FOTO

Procurei exatamente este resultado.  Uma pessoa passando bem embaixo da luminosidade refletida na estrutura que cobre a entrada do metrô. A foto foi feita de uma janela da parte superior do Mercado Público (PO). Não fiz nenhuma anotação técnica das condições do registro.  O equipamento uma Pentax SP1000 de regulagem toda manual. Filme da Kodak Iso400 em sépia que pode ser revelado como filme colorido. Não consigo lembrar a referência. Negativo 35mm escaneado sem manipulação digital. Publico quantas fotos eu quero todos dias. Não tenho nenhum prêmio ARI-Gó (da Associação Riograndense de Imprensa). Nunca tive e nunca terei a fama de cascateiro. Sou JORNALISTA e sempre exerci a profissão em seu sentido mais clássico, como subversivo. Espero que a minha filha, como historiadora ou a mulher com quem estiver vivendo, saiba o que fazer com pastas e mais pastas de negativos arquivados. Fotografo a cidade desde 1972 quando sai da cadeia e comprei – exatamente – esta Pentax SP 1000 na antiga Casa Cambial. Não estava praticando uma campana a partir de uma mentalidade policialesca. Só estava brincando de instante decisivo.

Mais uma vez – não sei quantas vezes já destaquei – quero dizer que não sou fonte, pauta e que não tenho nenhum interesse em qualquer espetáculo promocional. Não concedo entrevistas. Mas estarei sempre à disposição de todo e qualquer tipo de estudante. Em especial de estudantes, JORNALISTAS. Considero esta uma agradável obrigação por ser pago pela população e ter tido minha formação na rede pública.

Kiki de Montparnasse

“Na Vila francesa de Châtillion-sur-Seine ela era Alice Prin. Na Paris boêmia e genial dos anos de 1920, tornou-se Kiki de Montparnasse, uma das figuras mais carismáticas e adoradas do período entre guerras. Companheira de Man Ray e musa de outros tantos como Kisling, Fujita, Per Krog, Calder, Léger, Utrillo, Picasso, Cocteau, Modigliani… Ela foi eternizada em quadros, fotos e manifestos. Mas a rainha de Montparnasse não foi apenas a muda de uma geração que procurava eliminar a ressaca da Grande Guerra. Kiki foi, sobretudo, uma das primeiras mulheres imancipadas daquele século. muito além da liberdade emocional e sexual, Kiki ansiava por outra liberdade, – de expressão do pensamento.”
“Seus dias de pobreza – quando se alimentava de pão e vinho, algo que ninguém iria negar-lhe, segundo ela – e o envolvimento com drogas, além de outros escândalos, nunca ofuscaram sua paixão e bom humor. A vida como modelo e cantora, as noites nos cabarés, o longo relacionamento com Man Ray, a amizade com Fujita, sua biografia censurada (com prefácio de Hemingway) … Tudo ganha vida nesta graphicnovel biográfica de Catel & Bocquet.
Kiki foi modelo para os principais fotógrafos e pintores de sua época. Kiki tirava a roupa para estes artistas com a maior facilidade. Este livro foi uma indicação de um ex-aluno. Castel Mulher e José-Louis Bocquet, autores do livro são do primeiro time. Gente de  vanguarda. Esta é a dica de leitura. Se estivesse em pleno semestre este livro seria mostrado em aula e a partir dele falaria não só dela mas, também, do fotógrafo e artista sulrealista Man Ray. Aproveitaria para dar uma aula subversiva sobre André Breton e a Internacional Situacionista.