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contra a sobriedade, a crítica ambulante

poetas fingidores

são falsos poetas

não são corajosos

pra assumir

que matariam por tesão

e que morreriam por amor

poetas fingidores

têm medo da polícia

e dormem cedo

para não chegarem

atrasados no trabalho

se poetas fingidores

nunca roubaram

prazeres efêmeros

de uma mulher sequer

tampouco ousarão

saquear e sitiar

para conquistar

um belo coração

((((longa vida aos pirates-true-love

para a prancha os poets finge-dor)))

da parceria de Igor  Symasnki e Hakim Bey

palhão cultura não chapa

“O grego Heródoto (484-425 a.C.), referindo-se aos citas do norte do Mar Negro, nos legou em sua história o mais vívido  e explícito relato que existe sobre os efeito pscoativos da maconha na antiguidade. Segundo este relato, como parte e um ritual de purificação após enterrarem os mortos, os citas entravam em uma tenda no centro da qual colocavam um caldeirão de bronze contendo pedras aquecidas…

‘Os citas então jogavam as sementes de maconha nas pedras em brasas: as sementes queimam como incenso e produzem um vapor tão denso que nenhuma sauna grega poderia superar. Ao se deliciarem  com esse vapores, os citas uivavam como lobos’. ESSES VAPORES. Apesar da credibilidade de Heródoto, por muito tempo esse relato provocou ceticismo nos historiadores modernos. Até que, em 1929, 2500 anos depois de Heródoto, um fato extraordinário acnteceu na Sibéria central: durante suas escavações no vale de Pazyrk, o arqueólogo e antropólogo russo Sergei Rudenko encontrou uma grande tumba onde havia o corpo embalsamado de um homem e duas pequenas tendas. Sob cada uma delas havia um vaso de bronze contendo pedras e restos carbonizados de CANNABI.”

a maria é cultura

” a descoberta dos endocanabinóides, ou seja, moléculas análogas aos princípios ativos da maconha, mas produzidas pelo próprio cérebro, e a grande novidade por trás desta guinada científica.” A dica de leitura é “Maconha, cérebro e saúde”, de Renato  Malcher~Lopes e Sidatra Rideiro, Coleção Ciência de Bolso, da editora Vieira&Lent)

Uma coluna Colomy com o desenho antigo das páginas da Revista eletrônica Pontodevista, do período anterior ao processo de censura a que estamos submetidos.  AQUIAQUIAQUI.

uma semana de twitter

Fique marginal, bem à margem e em constantes Derivas. Totalmente sem rumo. A todos um dia tumultuado.Contribuam para o desarranjo do sistema com transgressões. Assim é só prazeres. O jornalista Bundão não se define. Não é nem esquerda e nem direita. Fica em cima do muro. Ele é o “isento”. Sempre rindo. É amigo de todos. “O espírito pertubado pelos vapores do álcool e não abatido por doses excessivas” com a prática do vinho e das bebidas mágicas é revelação. O mundo está cheio de robôs com Frankensteins inocentes. A incapacidade para produzir vida artificial é apenas provisória. Plano diabólico.  Ainda Flusser: o Diabo como dramaturgo é limitado. Como encenador, chega às raias da genialidade. Passei o dia pertubando o sistema. “A Idade Média, mais esclarecida que nós quanto ao Diabo, bem sabia por que queimava alquimistas.” – de Vilém Flusser

diabolicamente pensando

“… essa sabedoria ensina que o diabo recorre aos chamados ‘sete pecados capitais’ para seduzir e aniquilar nossas almas. É evidente que a Igreja, em sua propaganda antidiabólica, recorrer a monenclaturas um tanto tendenciosas ao denominar esses pecados. Chama -os de ‘soberba’, ‘avareza’, ‘luxúria’, ‘inveja’, ‘gula’, ‘ira’, e ‘tristeza ou preguiça’. No fundo são, no entanto, inócuos esses termos arcaicos, e facilmente substituíveis por termos neutros e modernos. (do livro “A história do Diabo”, de Vilém Flusser)

É o que proponho. SOBERBA é consciência de si mesmo. AVAREZA é economia. LUXÚRIA é instinto (ou afirmação da vida). GULA  é melhora do standard de vida. INVEJA é luta pela justiça social e liberdade política. IRA recusa a aceitar as limitações impostas à vontade humana, portanto, é dignidade. TRISTEZA ou PREGUIÇA é o estágio alcançado pela meditação calma da filosofia. São estes, portanto, os métodos, pelo que nos ensina a Igreja, aos quais o diabo recorre em sua tentativa de eliminar a influência divina. Este livro seguirá, obediente, a classificação dos pecados. Manterá até seus nomes tradicionais, movido pelo respeito por sua idade, Mas, dada a sua disposição inicial de evitar preconceitos, não considerará esses nomes como pejorativos. Tentará, portanto, este livro dar uma descrição da evolução das armas e dos instrumentos diabólicos nos sete campos dos sete pecados.” Outra leitura fundamental e “Ateísmo e revolta”, aqui. Um clássico da filosofia. Escrito pelo padre Jean Meslier, segundo alguns o verdadeiro precursor do materialismo.  Dizem até que o velho Marx teria lido o cara.

derivas e derivações

Deixei de lado, hoje,  a sequência de postagens diabólicas. Ontem, bem cedo, fui para uma Deriva estradeira, de moto. E à tarde aconteceu uma Deriva fotográfica sob os vapores do álcool e não em dose excessiva. Andei pelo centro da cidade (PO) buscando luminosidades. Pura vagabundagem. Absoluta irresponsabilidade. Uma dia de intensidades. Um dia inteiro caminhando sem rumo, sem qualquer propósito. Depois de tudo, música. Um Bob Marley para baixar a frequência.



Passe o rato.

“Uma derrota definitiva do diabo (por inconcebível que seja) seria uma catástrofe cósmica irremediável. O mundo se dissolveria. Mas a nossa tradição nos ensina que o mundo foi criado por Deus. Começamos a perceber os motivos positivos do diabo. E os motivos divinos continuam obscuros. Já agora intuímos, o fato de que o diabo é-nos muito mais próximo que o Senhor, e que seguir o diabo é muito mais cômodo e simples do que perseguir os obscuros caminhos divinos.” (do livro “A história do diabo”, de Vilém Flusser, da ediora Annablume)

estamos com ele, um subversivo de tempo integral

ABAIXO A INTELIGÊNCIA, AQUI. Do livro “Tratado de ateologia”, de Michel Onfray. Páginas com o desenho original da antiga revista eletrônica Pontodevista.