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AÇÃO DIRETA LEVANTA FAVELA

Na baixada da Av. Borges de Medeiros, centro de Porto Alegre, segunda-feira, dia 28.12.2008, final de tarde.

Sentado no canteiro central. Expectador privilegiado.
 
Ele é o Arnaldo Rodrigues das embaixadinhas.

Ela examinou o lixo com atenção.

Ainda apressado no final de tarde.
 
O verão é do vendedor de sorvetes.

O skatista e o ”anarcopunck” de bicicleta.

O movimento é de verão. Mercado Público.
 
Michele observa tudo e está na batalha. 
 
Com espaço para andar de bicicleta. Foram apenas 10 minutos procurando as singularidades no aqui e agora. Nada excepcional. Vadiando.

Na terça-feira, dia 29, no Largo Glênio Peres, centro de Porto Alegre, final de tarde em um dia de muito calor, a cambada do teatro em AÇÃO DIRETA LEVANTA FAVELA realizou uma apresentação.

Início da apresentação de “Árvore de Fogo”, uma criação coletiva baseada na vida e obra de Bertol Brecht.

A Cambada conta com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude e Comunidade Autônoma Utopia e Luta. O blog deles AQUI. LEVANTA FAVELA !!!    (clique na foto)

ATENÇÃO – Está começando a DERIVA das férias de verão. As postagens, a partir de agora, não terão a periodicidade diária. É o não fazer nada dentro da própria vagabundagem. Que venham os combates de 2010.

A QUEM INTERESSAR POSSA

        A repentina “valorização” do fotojornalismo, com direito à citação dos mestres como Sebastião Salgado (?) e Walter Evans, é puro jogo de cena. Perseu Abramo já dizia que a grande imprensa se movimenta por um “padrão médio” de manipulação. Na média, o “fotojornalismo” que se pratica, hoje em dia, é o da foto/divulgação, da fotocampana tipo paparazzo, da fotocascata, das imagens de pessoas belas e jovens. Editores passam este tipo de pedido. Do material fotográfico já “editado” pelas agências. Quase tudo é cenografia. A mídia corporativa, com raríssimas exceções, está literalmente de costas para os reais problemas das grandes cidades. “Discute” e “mostra” tudo. Menos, é claro, o fato e a prática de que os atuais padrões de consumo estão destruindo o planeta. O “showrnalismo” publicitário/rp estimula o consumismo e esconde a realidade. Esta só interessa (tipo a brutal violência) quando reforça a imposição de subjetividades reacionárias.
       O paparazzo parece ser um profissional que trabalha com absoluta liberdade e com total mobilidade. Bem ao contrário. Este “profissional” é que introduziu a prática da “campana”. Inspirado na atividade policialesca fica dias de tocaia, imobilizado. O paparazzo busca uma presa, uma celebridade. O “fotojornalista da campana” da mídia corporativa busca outro tipo de presa. Contribui para a cartografia, mapeamento dos miseráveis. Dos marginais, dos que estão à margem. Nenhum dos dois faz fotojornalismo. A lógica em ambas as atividades é a mesma: espetáculo, sensacionalismo, lucros, venda de emoções. Uma corrida desvairada pelo lucro por parte das empresas. “Profissionais” que se acham poderosos e acima de quaisquer suspeitas. Submetidos às poderosas teleobjetivas. Ferramenta de trabalho que estabelece a maior distância possível entre quem fotografa e o que se fotografa. 
       Imagens de uma Vila sendo destruída para o “avanço do desenvolvimento” com a ampliação do aeroporto, mesmo considerando que os moradores receberão moradias melhores, é uma prática igualmente de cartografia. É colocar em evidência a “notícia positiva”. Só nessas situações interessa a proximidade fotógrafo/objeto.
        Jornalismo é subversão. O que aí está é perfumaria. E nesse caso perfumaria dominical. A crítica só não é mais contundente, dando nome a todos os bois, por estarmos sob censura. Ação movida por um funcionário com 35 anos de serviços prestados ao PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação). Está fazendo um ano que estamos impedidos de escrever o que pensamos. Nem no tempo da ditadura, trabalhando na velha Rádio Continental, após sair da cadeia, fui submetido a tal regime de censura. O moralismo e a censura foram ”legalizados” pela mídia corporativa, substituindo os mecanismos repressivos de uma ditadura militar. Estamos na “ditabranda”, deles. 
         Saudades de Tarso de Castro. Do velho Pasquim onde se podia escrever o que se pensava. Do Coojornal de tantos combates. 

ESTA PESSOA É DOENTE

       Recebi este comentário em relação à postagem “A deriva é uma apropriação da mudança”, de 23.12.2009. Sou jornalista, antes de mais nada; e, por circunstâncias da vida, um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
        Esta pessoa é doente. É perigosa. Se tiver uma oportunidade se torna um torturador. Tem o perfil de um agente provocar treinado pelo Mossad. Em outros momentos, com a mesma procedência, recebi alguns e-mails ameaçadores.

Autor : Hugo (IP: 201.37.182.28 , c925b61c.virtua.com.br)
Email : hugo_januck@hotmail.com
URI    :
Whois  : http://ws.arin.net/cgi-bin/whois.pl?queryinput=201.37.182.28
Comentário:
Tu só pode ter gelatina na cabeça para escrever tanta bobagem. Já pensou em te jogar debaixo de um ônibus, pular de um edifício, assim fica livre desse mundo cruel, consumista e odioso. Fui aluno teu na UFRGS e que merda de aula que tu dava, que festival de abobrinhas e babaquices. Tu vive a 40 anos atrás, é uma múmia viva, vai num médico que ele vai te diagnostiar com Alzheimer certamente. Tu quer ser exótico, peculiar e acaba ridículo. Devia botar uma malancia no pescoço, cromar as orelhas e desfilar naquela tua motoca pseudo-harley made in Paraguay. Vai chupar um prego!

SALVE ZAPATA !

   Foto de Hugo Brehme. Emiliano Zapata, 1911, Méjico D.F. Da coleção arquivo fotográfico de la Kunsthaus, Zürich. Reprodução do livro “Canto a La realidade – fotografía latinoamericana, de 1860/1993″, Lunwerb editorial SA.